A febre amarela e o descaminho do governo Temer

 O desencontro de informações dos órgãos responsáveis pela saúde pública, em especial os do Ministério da Saúde, sobre a febre amarela gerou inicialmente apreensão e pânico na população, seguidos de falsa sensação de segurança.

Hoje os principais desafios são motivar as pessoas a se vacinarem, fazer com que acreditem que a vacina é segura e que a doença veio para ficar de forma endêmica mesmo na região Sudeste do país, o que demanda atenção permanente. O ministro Ricardo Barros, do ilegítimo governo Temer, chegou a afirmar em setembro de 2017 que o surto havia acabado e que mesmo assim toda a população seria vacinada de modo preventivo. Os índices de vacinação estão muito aquém disso e os números de casos de febre amarela e de mortes deles decorrentes continuam crescendo.

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As eleições de 2018 na visão de Ciro Gomes

Em entrevista ao canal Ultrajano, no Youtube, o ex-governador e pré-candidato à presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, foi provocado a fazer uma análise do contexto em que se dará a disputa eleitoral de 2018.
Na visão de Ciro – que está convencido de que a atual crise política lhe é favorável – a corrida será superfragmentada, a exemplo do pleito de 1989, e terá ao menos 6 candidatos principais, sendo que a maioria terá condições de arrancar cerca de 10% dos votos válidos no primeiro. Em 1989, Lula, com aproximadamente 17% dos votos válidos, foi ao segundo turno com Collor, que angariou 30%.
Ciro projeta que disputará, no próximo ano, contra Geraldo Alckmin, Jair Bolsonaro, Marina Silva, possivelmente Lula ou outro nome do PT. Ele deixou a sexta vaga em aberto, após avaliar que João Dória Junior, mesmo que ouse deixar o PSDB para ser candidato, sofrerá uma derrota expressiva.
Confiante, ele acredita que pode herdar votos de Lula e ainda ser beneficiado pela divisão da direita, que estará espelhada em vários candidatos que devem querer surfar nas mazelas do PT e, ao mesmo tempo, estarão implicados pela Lava Jato.
Na mesma entrevista, Ciro apresentou a base de seu programa de governo, que envolve discutir investimentos na indústria como modo de retomar o crescimento econômico. Ele também afirmou que fará as alianças políticas necessárias para ter sustentação na Câmara, com o intuito de colocar em pauta duas reformas: a política e a tributária.
Questionado sobre o que mudou entre o Ciro de 2002 e o Ciro de 2018, ele respondeu que está aprendendo a ser um pouco menos apaixonado e a não duelar mais com a grande mídia, que lhe forjou a imagem de um político louco ou efusivo demais. 
Sobre a imprensa, que teve papel de peso no golpe do impeachment, ele diz que não encamparia um projeto de regularização dos meios, mas financiaria a “mídia independente e regional” contra os interesses dos grupos hegemônicos.
Ciro ainda avaliou que o Judiciário e a classe política precisam recuperar a credibilidade perdida em meio aos abusos da Lava Jato. (Do GGN)
Abaixo, a entrevista completa.
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Saiba a diferença entre o montante de juros pagos pelo governo e o que investido pelo governo


Estevão Taiar (Valor, 17/07/17) informa que os gastos do governo federal com o financiamento da dívida pública devem ser quase nove vezes maiores do que os investimentos realizados pelo Executivo nacional neste ano. A estimativa é que as despesas com o financiamento cheguem a R$ 379 bilhões até o fim de 2017, enquanto os investimentos não passarão de R$ 44 bilhões. Se confirmada, essa será a segunda maior diferença entre as duas rubricas desde 2007.

Os cálculos estão em boletim produzido por Antonio Corrêa de Lacerda, coordenador do programa de pós-graduação em economia política da PUC-SP, e André Paiva Ramos, mestre em economia política também pela PUC-SP. Eles trabalham com um cenário em que a Selic, atualmente em 9,25%, chegará a 8% no fim do ano.

Em 2015, as despesas com o financiamento da dívida superaram em nove vezes os investimentos do governo federal. No entanto, naquele ano, a desvalorização do real fez com que o BC tivesse prejuízo de quase R$ 90 bilhões com swaps cambiais — instrumento que também entra na conta de financiamento da dívida, usado pela autoridade monetária para evitar desvalorizações bruscas do real. Neste ano, a tendência é que, mesmo se houver prejuízo com swaps cambiais, eles sejam muito menores.

Nos cálculos dos economistas da PUC-SP, as despesas relacionadas à dívida devem saltar de uma média de 4,8% do PIB do período de 2012 a 2014 para uma média de 6,9% entre 2015 e 2017. Esse salto pode ser explicado por dois fatores:
  1. aumento dos juros e
  2. encolhimento do PIB.
De abril de 2013 a setembro de 2015, a Selic subiu de 7,25% para 14,25%, a fim de combater um ciclo inflacionário que levou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a 10,67% em 2015. A taxa básica de juros só voltou a cair em outubro de 2016, até chegar aos 10,25% em julho de 2017. Já o PIB encolheu 7,2% somadas as quedas de 2015 e 2016, o maior recuo da série histórica do IBGE.

Simultaneamente, mesmo com o recuo do PIB, os investimentos do governo federal seguem em queda. Depois de atingirem o pico de R$ 77,5 bilhões em 2014, a tendência é que fiquem em R$ 44 bilhões neste ano, de acordo com os economistas da PUC-SP. O custo de financiamento da dívida continuará bastante relevante mesmo com a queda do juro básico.

Tudo isso mostra a péssima política econômica dos golpistas! O super exagero na dosagem dos juros só foi benéfica para a casta dos mercadores-financistas! Aliás, para isso mesmo que foi dado o golpe contra a “Cruzada da Dilma”. A conspiração se iniciou em 2013 um ano antes do eleitoral com o falso alarmismo e/ou o terrorismo econômico midiático.
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A absolvição do Michel Temer prova que realmente não vale a pena ser honesto no Brasil

Por Alex Solnik ,  247
Vejam só. Se Aécio fosse honesto e em meio a uma crise de remorso tivesse confessado que aqueles 2 milhões que recebeu dentro de malas do seu amigo Joesley Batista na verdade era contrapartida por serviços que ele tinha prestado à JBS no escurinho da administração pública e pedisse perdão por seus pecados, hoje seria um proscrito, alijado da vida pública, execrado pelos políticos e pela população, um pária que ninguém quereria ter por perto.
   Mas, como ele não é, disse que aquilo era apenas um empréstimo pessoal, sem nenhuma conotação política e, apoiado em um acordo espúrio com o PMDB – “eu ajudo vocês na Câmara e vocês me ajudam no Senado” – não foi interpelado pelos colegas sob suspeita de quebrar o decoro parlamentar, vai retomar a presidência do PSDB depois de ter ajudado a salvar Temer e vai continuar fazendo o de sempre: garimpando cargos e benesses para os seus e – pasmem – influindo como importante eleitor na corrida de 2018.
   Se Temer fosse honesto e tivesse admitido que fazia negócios frequentemente com Joesley Batista e que escalou Rocha Loures para pegar a mala da primeira parcela de sua “aposentadoria”  porque Geddel e Padilha já estavam queimados e pedisse perdão, hoje seria mais morto-vivo do que já é, escorraçado pela classe política, pendurado nos postes da moralidade pública e riscado de vez do vocabulário.
   Mas, como ele não é, decidiu usar verbas públicas – ou seja, o dinheiro de todos os brasileiros e não dele – para comprar as consciências dos deputados, mandando, mais uma vez, às favas os escrúpulos, o plano deu certo porque era isso o que os deputados corruptos (mais de 250, maioria, portanto) queriam e agora ele está posando de estadista, incensado pelos que votaram nele como o homem do século e vai continuar a fazer o que sempre fez, a política anti-povo, com o apoio desses mesmos deputados, turbinado por mais dinheiro de todos os brasileiros que será colocado à disposição deles até 2018.
   Vale a pena ser honesto? 
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O advogado Kakay afirma que processo contra o Lula será anulado

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, um dos principais criminalistas do País, avalia que o processo contra o ex-presidente Lula, sobre o chamado triplex do Guarujá (SP), será fatalmente anulado.

“O Moro, quando julgou o desembargo, afirmou que, em nenhum momento, teria dito que o pagamento daquele montante que entendeu ser corrupção dizia respeito à Petrobras. Com isso, ele declarou que não é competente. O processo tem que ser anulado”, opinou o advogado, responsável pela defesa de vários outros acusados nesta operação que investiga esquema de corrupção na estatal petrolífera.
Sem conexão com a Petrobras, diz Kakay, não haveria motivo algum para o caso ser tratado em Curitiba.
Este ponto foi abordado na entrevista deste domingo do presidente do Tribunal Regional Federal da quarta região, Carlos Eduardo Thompson Flores, que embora torça para Lula ser condenado, apresentou argumentos pela sua absolvição.
“O delito de corrupção passiva, e isso o Supremo decidiu desde o caso Collor, diz que precisa haver um ato de ofício que justifique a conduta praticada e o benefício recebido. Eu diria, e até já escrevi sobre isso, e por isso falo à vontade, que este ato de ofício, a meu juízo, precisa ser provado. Essa vai ser a grande questão”, disse ele, ao comentar a inexistência de vínculo entre as reformas do triplex e o caso Petrobras (Com o 247).
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