Pobre também merece acessar internet

1881_internet1 A possibilidade de se comunicar, mostrar o pensamento, ver notícias na própria casa das mais diversas fontes e mais uma infinidade de outras possibilidades que podem ser obtidas através do computador. A pessoa com um computador, por mais simples que seja, ligado à internet pode ter o mundo aos seus pés. Pode obter notícias e informações de todos os meios de comunicação, pode realizar pesquisas de praticamente todos os centros de pesquisas importantes do mundo, pode compartilhar experiências com qualquer pessoa do mundo sem nem mesmo conhecer ou ter visto. A internet pode ser o passaporte para a cidadania e para a publicidade da própria pessoa em razão de poder mostrar o que faz utilizando os recursos que a internet disponibiliza para os seus usuários. Infelizmente, em razão do preço dos equipamentos, principalmente microcomputador e mensalidade de banda larga, inviabiliza o acesso à essa forma de comunicação, formação e informação de grande parte da nossa população.

 

Pelo preço da internet que se pratica no Brasil, realmente inviabiliza qualquer política que incentive o seu uso pelas pessoas mais pobres. É preciso que haja uma ação concreta do governo visando criar condições reais que levem os pobres a terem a possibilidade de se conectarem à internet de alta definição, a chamada banda larga. Ao mesmo tempo, é preciso também que levem às empresas da área a produzirem computadores que custem aos usuários valor baixo o suficiente que um pai de família que ganhe um ou dois salários mínimos possa comprar. Nesse sentido, o governo está tentando viabilizar o barateamento da banda larga, embora muito tardiamente. Com o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o governo pretende universalizar o acesso à internet com mensalidade da banda larga em torno de R$ 10,00. Ao mesmo tempo, existem alguns planos e programas governamentais de menor monta para as empresas produzirem computadores e similares a custos muito baixos.

 

Entretanto, o que se verifica por parte da grande mídia são opiniões contra esses programas. Parece que esses seguimentos não querem que os pobres tenham acesso à internet. Diz-se que o governo não deve se meter nisso e que somente as empresas privadas são capazes de oferecer serviços de qualidade. Isso é balela pura, o setor privado só oferece serviços adequados onde existem grandes demandas, em lugares mais afastados e com menos pessoas, certamente, as empresas privadas podem falhar significativamente. A idéia do governo de revitalizar a Telebrás é rechaçada por muitos da grande mídia que acha melhor que o governo deixe tudo com as empresas privadas com a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) supervisionando essas empresas. Mais um outro grande equívoco. Desde quando foi criada, essa ANATEL defendeu muito mais as empresas que deveria fiscalizar do que os usuários a quem deve proteger.

 

Levar internet a preços baixos para os pobres é um dever e uma obrigação dos nossos governantes. Não deveria ser um programa apenas do governo federal, mas as duas outras esferas de governos teriam que se envolver fortemente para viabilizar essa tão importante e significativa batalha de levar aos impossibilitados a magia da internet. É preciso que haja mais engajamento dos defensores dos mais pobres para poder derrotar essas idéias retrógradas que tentam desqualificar por meio de inverdades uma idéia tão significativa para a nossa sociedade. A universalização da internet por meio da generalização e barateamento da banda larga para os mais pobres é uma grande oportunidade de democratizar os meios de comunicação em nosso país, ao mesmo tempo pode-se levar as pessoas pobres para um novo patamar de conhecimento e aproveitar de forma altamente benigna para o desenvolvimento pessoal, social e profissional. O pobre além de comida, educação e trabalho precisa também ser inserido na sociedade.

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