A dívida da Luana Piovani

O Ministério da Cultura está cobrando da atriz e youtuber Luana Piovani, apoiadora do golpe de 2016, a devolução de R$ 747 mil por causa da peça “O pequeno príncipe”, produzida e protagonizada por ela em 2006 por 17 cidades do país.

Segundo o colunista Lauro Jardim, o projeto, que contou com o incentivo da Lei Rouanet, teve a prestação de contas reprovada. De acordo com o ministério, há “divergência entre as notas fiscais apresentadas e a relação de pagamentos informada”.

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O erro da classe média

Após criticar a intervenção militar no Rio de Janeiro, o bispo emérito Dom Mauro Morelli, um dos percursores do Fome Zero, fez uma sugestão à classe média em seu perfil no Twitter. 

“A classe média tem futuro na aliança com os porões e andares inferiores. Cresce quando os de baixo podem subir. Dos andares superiores ninguém desce! Eis o dilema. Pare, olhe e escute. Embarcaram no trem errado.”

No domingo (18), Dom Mauro havia criticado a intervenção no Rio de Janeiro: ”Trabalhei 24 anos na Baixada Fluminense como primeiro bispo da Diocese de Duque de Caxias. Discordo de intervenções que aviltam militares e trazem angústia e sofrimento aos pobres, em sua maioria de origem africana. A tarefa constitucional dos militares é outra, também a solução!”, disse o religioso em sua página no Twitter.

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A reciprocidade e e não querer levar vantagens

Rolf Dobelli, no livro “A arte de pensar claramente”, conta que o cientista Robert Cialdini pesquisou mais de perto o fenômeno da reciprocidade e constatou que o ser humano suporta mal sentir-se culpado: receber alguma coisa sem dar nada em troca.


Muitas ONGs arrecadam contribuições segundo o modelo krishna — primeiro presenteiam, depois cobram. Obviamente, é necessário fazer certo esforço e ter certo sangue-frio para jogar “falsos presentes” no lixo.


Essa chantagem branda, que também poderia ser chamada de corrupção, é amplamente difundida na economia. Um fornecedor convida um cliente potencial para um evento social ou esportivo com ingresso disputado. Um mês depois, já está na hora do cliente encomendar mercadorias dele. O desejo de não se sentir culpado é tão forte que o comprador acaba se curvando à chantagem emocional.


A reciprocidade é um programa fisiológico (toma-lá-dá-cá) muito antigo. No fundo, ela diz o seguinte: “Eu o ajudo, e você me ajuda.”


Encontramos a reciprocidade em todas aquelas espécies de animais para as quais a quantidade de alimento está sujeita a elevadas oscilações. Suponhamos que você seja caçador e coletor e que um dia tenha a sorte de abater uma caça. É muito mais do que você consegue comer em um dia.  Ainda não existem formas de armazenamento do tipo salgar ou congelar. Portanto, você divide a caça com os membros do seu grupo. Isso lhe dá a possibilidade de aproveitar da caça dos outros no dia em que não tiver tanta sorte. Essa cooperação foi uma excelente estratégia de sobrevivência dos descendentes do Homo Sapiens.


Reciprocidade é administração de riscos. Sem reciprocidade, a humanidade — e inúmeras espécies de animais — já estaria extinta há muito tempo.


Também existe um lado ruim na reciprocidade: o da retribuiçãoA uma vingança segue-se outra, e logo se chega a uma guerra. O que Jesus pregou, ou seja, interromper o círculo vicioso do “bateu-levou”, oferecendo ao agressor a outra face, é muito difícil porque há mais de 100 milhões de anos a reciprocidade pertence a nosso instintivo programa de sobrevivência.


Uma mulher consciente não deixa que nenhum homem lhe pague uma bebida no bar porque não quer ter essa obrigação subconsciente de ir para a cama com ele. É uma sábia decisão.

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A lava jato e as políticas públicas no Brasil

Os órgãos que formulam políticas no Brasil foram desarticulados pelos esquemas de corrupção investigados pela Operação Lava Jato e precisam ser reconstituídos, avalia o relatório “Emprego e Crescimento: A Agenda da Produtividade”, divulgado nesta quarta-feira (7) pelo Banco Mundial.


“Os autos da Operação Lava Jato incluem documentação extensa sobre o funcionamento do sistema de compra direta de decisões relativas a políticas públicas na forma de leis e decretos: o setor de petróleo lançou mão de propinas e outros incentivos para influenciar leis e decretos executivos, obter incentivos fiscais e contornar medidas regulatórias, tais como decisões do Cade contrárias a empresas específicas”, diz o documento.


O relatório cita três problemas a serem atacados numa eventual reformulação das políticas públicas. O primeiro é que os instrumentos de apoio às empresas, quando criados, não dizem exatamente qual falha de mercado pretendem compensar, nem são transparentes quanto aos objetivos de sua implantação. O segundo é que os programas não são avaliados. O terceiro, a falta de coordenação entre os órgãos de governo que os implementam.


“A falta de objetivos claros deixa as políticas do governo especialmente vulneráveis a atividades de lobby e à busca por privilégios especiais”, afirma o relatório. Além de mais transparência, ele sugere “um novo arcabouço institucional de diálogo entre o governo e as empresas.”


O documento aponta também a necessidade de “reduzir e elucidar” os papéis dos diversos órgãos e agências de governo que atuam junto a empresas. “Essa medida deve ser complementada por um foco institucional claro na avaliação de intervenções de políticas, com a missão de rever e se pronunciar sobre todas as medidas executivas e legislativas de apoio à produtividade empresarial. (Do Jornal do Brasil)

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A doença terrível que é a febre amarela deveria ter mais atenção dos governantes

febre amarela urbana está erradicada no Brasil desde 1942, fruto do trabalho de pesquisadores e profissionais que dedicaram suas vidas ao estudo e controle de doenças transmitidas por insetos (arboviroses) e outros meios, como é o caso do médico, epidemiologista e sanitarista Oswaldo Cruz. Transmitida no ciclo urbano pelo mosquito Aedes aegypti, o risco de sua volta é motivo de grande preocupação. Trata-se do mesmo vetor de outras doenças como dengue, zika e chikungunya, que têm comportamento sazonal, com redução de casos no inverno e diminuição das chuvas, o que pode ter induzido o ministro a cometer erro de avaliação. Hoje, ao lado da epidemia de dengue, a preocupação maior é com a alta incidência de casos de febre amarela silvestre, cujo vírus é transmitido entre macacos (hospedeiros) e seres humanos, quando esses adentram as matas ou vivem em seu entorno, pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes.

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