Pesquisa do Datafolha revela que o Daddad poderá ter 49% dos votos

 A pesquisa Datafolha desta semana divulgou apenas hoje seu dado mais relevante: 33% dos eleitores votarão “com certeza” no candidato do ex-presidente Lula, ou seja, em Fernando Haddad; outros 16% podem vir a votar – o que significa que o potencial de votos de Fernando Haddad é de 49%. Segundo a mesma pesquisa, Haddad é o menos conhecido dos candidatos e hoje apenas 64% têm a informação de que ele é o nome apoiado pelo ex-presidente, que foi afastado das eleições para não vencê-las com extrema facilidade

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo dá os números precisos: “desde que Fernando Haddad foi oficializado candidato do PT, no último dia 11, a parcela dos eleitores que dizem conhecê-lo subiu de 65% para 74%, e dos que sabem que ele é o nome apoiado pelo ex-presidente Lula cresceu de 39% para 64%”.

A matéria destaca que “Haddad, no entanto, ainda é menos conhecido que os outros quatro candidatos mais bem posicionados na disputa. Segundo a última pesquisa, 91% dizem conhecer Marina Silva (Rede), enquanto 87% afirmam saber quem é Geraldo Alckmin (PSDB) e 86%, Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT)”.

O potencial de Fernando Haddad, portanto, é o mais alvissareiro dentre todos os candidatos: “o fato de ainda não ser conhecido por um quarto dos eleitores, no entanto, pode ser positivo para Haddad, representando um espaço onde o petista ainda pode crescer na reta final do primeiro turno, em 7 de outubro”.

A reportagem prossegue escaneando o petista: “entre eleitores indecisos, por exemplo, Haddad é o candidato menos conhecido dos cinco mais bem colocados nas pesquisas —44% não sabem quem o petista é”.

E, finalmente, sublinha o dado mais relevante do ponto de vista eleitoral: “a parcela dos eleitores que declaram que seu voto poderia ser influenciado por um apoio do ex-presidente Lula permaneceu praticamente inalterada no último mês. Hoje, 50% dizem que não votariam em um candidato ungido pelo petista, enquanto 33% o fariam com certeza e 16% talvez optassem por essa opção”. (Com o 247)

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A jornalista Miriam Leitão afirma que a campanha do Bolsonaro é vazia de idéias

A jornalista Miriam Leitão ressalta que a confusão criada no seio da campanha de Jair Boslonaro (PSL) no que diz respeito a economia tem uma explicação simples. “Ninguém entende do assunto, e as ideias propostas por Guedes ou não têm relação com o conjunto de crenças do candidato ou são inviáveis”, afirma Miriam em sua coluna no jornal O Globo, em referência ao principal conselheiro de Bolsonaro e provável ministro da Economia em um eventual governo do PSL, Paulo Guedes.

“Guedes falou em criação de uma espécie de CPMF, Bolsonaro negou, e o economista explicou que o imposto poderia ser criado em substituição a outros, diminuindo a carga”, comenta. Como exemplo, ela destaca a ideia de Guedes de “suspender a contribuição patronal para a Previdência e mudar para o regime de capitalização. Isso seria financiado pela volta da CPMF. Ontem, explicou que não seria um imposto a mais, mas uma espécie de imposto único que substituiria vários outros impostos federais. É preciso apresentar alguma conta para saber do que se está falando. A Previdência já tem um déficit de quase R$ 300 bilhões por ano, a saída para a capitalização teria um custo astronômico”, afirma.

“O ajuste fiscal se baseia na proposta de conseguir R$ 2 trilhões com a venda de todas as estatais e de todos os ativos da União. Inviável, impossível e contraditório. Depois de ter defendido a venda até da Petrobras, na sabatina da Globonews, Jair Bolsonaro voltou atrás. O Balanço da União tem uma relação de 700 mil ativos. Isso inclui, por exemplo, o Palácio do Planalto. Alguém vai vender? “, ironiza.

Para ela, “a campanha de Bolsonaro é obscura em todas as áreas, não apenas econômica. Na segurança, resume-se a permitir o porte de armas. Não há um projeto sobre o que o Estado fará para reduzir a criminalidade. Na educação, a proposta é apenas por uma escola militar por estado. Sobre saúde, questão climática, logística, cultura, ou qualquer outra área, não há propostas, simplesmente porque não há ideias. A campanha é improvisada, organizada por alguns militares, os filhos do candidato, e um ou outro amigo. Uma estrutura claramente insuficiente e que não se dispôs a pensar um projeto para o Brasil”, afirma. (Com o 247)

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A revista Economist mostra o desastre que seria um governo do Bolsonaro e deixa constrangida a elite fascista

A revista inglesa The Economist, considerada a Bíblia do pensamento liberal no mundo, publicou artigo com pesadas críticas a Jair Bolsonaro, qualificando-o de uma “ameaça” ao Brasil. “Jair Bolsonaro, a mais recente ameaça na América Latina” é o título da reportagem, complementado assim: “Ele pode ser um presidente desastroso”. A candidatura fascista no Brasil começa a ter repercussão negativa no exterior, na mesma medida em que o apoio à libertação de Lula é cada vez mais amplo.

Leia os principais trechos da reportagem, que começa referindo-se ao filme “Deus é Brasileiro”, de 2003, dirigido por Cacá Diegues:

“DEUS é brasileiro”, diz um ditado que se tornou o título de um filme popular. A beleza, a riqueza natural e a música do Brasil geralmente fazem com que o país pareça singularmente abençoado. Mas, hoje em dia, os brasileiros devem se perguntar se, como a divindade no filme, Deus saiu de férias. A economia é um desastre, as finanças públicas estão sob pressão e a política está completamente podre. À criminalidade aumenta nas ruas sem parar. Sete cidades brasileiras estão entre as 20 mais violentas do mundo.

As eleições nacionais no próximo mês dão ao Brasil a chance de começar de novo. No entanto, se, como parece muito possível, a vitória for de Jair Bolsonaro, um populista de direita, o risco é tudo se tornar pior. Sr. Bolsonaro, cujo nome do meio é Messias, promete a salvação; na verdade, ele é uma ameaça para o Brasil e para a América Latina.

Bolsonaro é o último de uma fila de populistas – de Donald Trump na América a Rodrigo Duterte nas Filipinas e a uma coalizão de esquerda e direita com Matteo Salvini na Itália. Na América Latina, Andrés Manuel López Obrador, um rebelde de esquerda, tomará posse no México em dezembro. O Sr. Bolsonaro seria uma adição particularmente desagradável ao clube. Se ele vencer, pode colocar em risco a própria sobrevivência da democracia no maior país da América Latina.

[...]

Além de sua visões social contra o liberalismo tradicional, Bolsonaro tem uma admiração preocupante pelas ditaduras. Ele dedicou seu voto para destituir Dilma Rousseff ao comandante de uma unidade responsável por 500 casos de tortura e 40 assassinatos sob o regime militar, que governou o Brasil de 1964 a 1985. O companheiro de chapa de Bolsonaro é Hamilton Mourão, um general aposentado. No ano passado, enquanto estava de uniforme, afirmou que o Exército poderia intervir para resolver os problemas do Brasil. A resposta do Sr. Bolsonaro ao crime é, na verdade, matar mais criminosos – embora, em 2016, a polícia tenha matado mais de 4.000 pessoas.

A América Latina já experimentou no passado políticas autoritárias e economia ultraliberal. Augusto Pinochet, um governante brutal do Chile entre 1973 e 1990, foi orientou-se pela escola mais radicalmente ultraliberal, os “Chicago Boys”. Eles ajudaram a estabelecer o terreno para a prosperidade relativa de hoje no Chile, mas a um custo humano e social terrível.

[...]

Bolsonaro pode não ser capaz de converter seu populismo em ditadura, ao estilo de Pinochet, mesmo que queira. Mas a democracia do Brasil ainda é jovem. Até mesmo um flerte com o autoritarismo é preocupante. Todos os presidentes brasileiros precisam de uma coalizão no Congresso para aprovar leis. Bolsonaro, entretanto, tem poucos amigos políticos. Para governar, ele poderia ser levado a degradar ainda mais a política, potencialmente pavimentando o caminho para alguém ainda pior.

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A literatura de cordel é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro

Paraty (RJ) - O casal de cordelistas Marialva Bezerra, a Querindina, e Fernando Rocha, o Macambira, vieram da cidade de Esperança, na Paraíba, para a 12ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu hoje (19) a literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho Consultivo, que se reúne no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

“Poetas, declamadores, editores, ilustradores, desenhistas, artistas plásticos, xilogravadores, e folheteiros, como são conhecidos os vendedores de livros, já podem comemorar, pois agora a Literatura de Cordel é Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro”, anuncia o Iphan.

A reunião contou com a presença do Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, da presidente do Iphan, Kátia Bogéa e do presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira.

O gênero literário é ofício e meio de sobrevivência para inúmeros cidadãos brasileiros. Segundo o instituto, apesar de ter começado no Norte e no Nordeste do país, o cordel hoje é disseminado por todo o Brasil, principalmente por causa do processo de migração de populações.

História

O cordel foi inserido na cultura brasileira ao final do século 19. O gênero resultou da conexão entre as tradições orais e escritas presentes na formação social brasileira e carrega vínculos com as culturas africana, indígena e europeia e árabe. Tem ligação com as narrativas orais, como contos e histórias; à poesia cantada e declamada; e à adaptação para a poesia dos romances em prosa trazidos pelos colonizadores portugueses.

Originalmente, a expressão literatura de cordel não se refere em um sentido estrito a um gênero literário específico, mas ao modo como os livros eram expostos ao público, pendurados em barbantes, em uma especie de varal.

De acordo com o Iphan, os poetas brasileiros no século 19 conectaram todas essas influências e difundiram um modo particular de fazer poesia que se transformou numa das formas de expressão mais importantes do Brasil. (Da Agência Brasil)

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O movimento Mulheres Unidas Contra Bolsonaro convoca protesto para o dia 29 de setembro

O movimento Mulheres Unidas Contra Bolsonaro lançou na manhã dessa quarta-feira (19) um vídeo para a convocação do protesto no dia 29 de setembro contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e que está rapidamente viralizando nas redes sociais. De acordo com o vídeo, o deputado federal "não sabe respeitar uma criança. Ele não sabe respeitar uma mulher. Ele não respeitar as diferenças e tudo tem que ser do jeito que ele quer". "Ele não. Bolsonaro inimigo das mulheres", diz a interlocutora. A mobilização ocorre no Largo da Batata, no bairro de Pinheiros, zona oeste da cidade de São Paulo. Também há protestos marcados em outras cidades.

De acordo com o texto do evento, "mulheres que se opõem à candidatura de Jair Bolsonaro não se calarão". "Juntas, diversas, apoiadoras de diversas candidaturas dizem não ao crescimento da intolerância, recusam discursos de ódio, sexistas, homofóbicos, racistas".

Bolsonaro já proferiu declarações misóginas que ganharam repúdio nacional. Em abril do ano passado, o parlamentar afirmou: "eu tenho 5 filhos. Foram 4 homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher". A declaração foi concedida em palestra na Hebraica, no Rio de Janeiro.

Em 2014, Bolsonaro disse que não estupraria a colega Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia. "Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece", afirmou o congressista, após ela defender vítimas da Ditadura Militar (1964-1985).

O general Hamilton Mourão (PRTB), vice do presidenciável, manifestou uma posição que vem sendo muito criticada. O militar Mourão afirmou que o narcotráfico recruta jovens de famílias pobres "sem avô e pai, mas com avó e mãe". "A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas sim mãe e avó. Por isso, é uma fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narco-quadrilhas", disse.

De acordo com o levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número de lares chefiados por mulheres passou de 23%, em 1995 para 40%, em 2015.

Atos em diferentes cidades

Há páginas com eventos para cidades como São Paulo (SP), Santos (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Vitória (ES), Campo Grande (MS), Salvador (BA), Balneário Camboriú (SC) e Goiânia (GO).

Os atos nos diferentes municípios não têm ligação com o grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro".

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