Se o Bolsonaro ganhar, mais de 51 milhões de trabalhadores terão suas aposentadorias ameaçadas

Juca Guimarães, Brasil de FatoOs cerca de 51 milhões de trabalhadores que contribuem com o INSS correm o risco de ver o sonho de aposentadoria ir por água abaixo. A Reforma da Previdência proposta por Jair Bolsonaro defende a criação de um modelo de capitalização com contas individuais, que substituiria o atual sistema.

O modelo de capitalização por contas individuais já foi adotado na Argentina e no Chile com resultados catastróficos. Nos dois casos, os governos tiveram que voltar atrás e fazer novas reformas.

Marilane Teixeira, pesquisadora do Cesit, Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho, conta que, nos anos 90, a Argentina optou por um modelo de contribuição que migrava para um sistema privado.

“A experiência com o regime de capitalização tem se demonstrado um verdadeiro fracasso, porque quando se contrata um sistema de capitalização, é como se estivesse contratando uma seguradora. E apenas dois terços do que você está contribuindo mensalmente vai para o fundo. Um terço paga as taxas da seguradora”, disse.

Além disso, o valor do fundo é aplicado em títulos de dívidas públicas, outros fundos e ações, cuja rentabilidade a longo prazo pode não ser a esperada.

“É uma das operações das mais arriscadas. Essas seguradoras não dão absolutamente nenhuma segurança sobre isso. A experiência da Argentina foi tão fracassada que, no ano passado, eles tiveram que propor uma outra reforma”, disse.

No Chile, a experiência com o sistema de capitalização aconteceu na época da ditadura militar do general Pinochet e gerou uma grave crise na hora de pagar as aposentadorias.

“Elas começaram a se aposentar com uma renda em torno de 20% a 30% do que elas recebiam na ativa. Então, o que aconteceu no Chile. O estado está tendo que complementar a renda dos mais pobres. Porque o que elas estão recebendo hoje de benefício não é suficiente para sobreviver”, disse.

Se aplicada a proposta de Jair Bolsonaro para a previdência, a mudança será introduzida paulatinamente e os trabalhadores terão que escolher entre o sistema “novo” e o “velho”.

Hoje, é aplicado o modelo de repartição, onde as contribuições das empresas, dos trabalhadores e dos recursos da Seguridade Social cobrem as despesas com o pagamento de benefícios e aposentadorias.

No Brasil, o sistema de pagamento das aposentadorias foi fortalecido pelos governos petistas a partir de 2002, como explica o ex-ministro da Previdência Social, nos governos Lula e Dilma, Carlos Alberto Gabas.

“Existia, após a Constituição [em 1988], um sistema de proteção social fundamentado no conceito de seguridade social, que é Previdência, Assistência e Saúde. E depois que o Lula foi eleito, em 2002, iniciou o governo em 2003, fortalecendo essas políticas ampliando a proteção social, garantindo mais recursos para que este sistema pudesse, de fato, alcançar as pessoas mais pobres”, disse.

O plano de Bolsonaro fala em “criar um fundo de reforço da Previdência”, mas não diz de onde deverá vir este dinheiro. Isso porque, no modelo atual, o pagamento dos benefícios e aposentadorias em vigor depende das contribuições mensais e, por conta da transição, deixaria de existir.

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Pesquisa Ibope mostra que Bolsonaro tem 32% e Haddad, 23%. No segundo o Bolsonaro perde para o Ciro e para o Haddad

 Pesquisa Ibope para presidência da República divulgada na noite desta quarta-feira 3 aponta que Jair Bolsonaro (PSL) oscilou de 31% para 32%, enquanto Fernando Haddad, do PT, de 21% para 23%. Nos votos válidos, Bolsonaro tem 38%, Haddad, 28%, Ciro, 12%, Alckmin, 8%, e Marina, 4%. O levantamento foi realizado na segunda (1) e na terça (2).

Confira abaixo os dados:

Jair Bolsonaro (PSL): 32% Fernando Haddad (PT): 23% Ciro Gomes (PDT): 10% Geraldo Alckmin (PSDB): 7% Marina Silva (Rede): 4% João Amoêdo (Novo): 2% Henrique Meirelles (MDB): 2% Alvaro Dias (Podemos): 1% Cabo Daciolo (Patriota): 1% Guilherme Boulos (PSOL): 0% Vera Lúcia (PSTU): 0% João Goulart Filho (PPL): 0% Eymael (DC): 0% Branco/nulos: 11% Não sabe/não respondeu: 6% Nas simulações de segundo turno, Haddad voltou a vencer Bolsonaro, por 43% a 41%, embora dentro da margem de erro, diferente do último Ibope, divulgado na segunda. Bolsonaro também perde para Ciro Gomes (46% a 39%) e empata tecnicamente com Alckmin (41% a 40%) e com Marina Silva (43% a 39%). A rejeição ao petista caiu de 38% para 37%, enquanto a de Bolsonaro caiu de 44% para 42%. (Com o 247)

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Ciro Gomes afirma acertadamente que a política econômica do Bolsonaro é igual à do Michel Temer

No dia em que o General Mourão, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), voltou a criticar o 13º salário, o candidato do PDT, Ciro Gomes, alertou para os riscos das propostas econômicas da dupla. “Abaixo desta retórica moralista toda falsa há um projeto de economia política que é o (Michel) Temer ao quadrado”, afirmou.

Em campanha na porta da fábrica da General Motors (GM) nesta terça-feira 2, em São Caetano do Sul, região do ABC Paulista, Ciro disse ainda que os trabalhadores do Brasil precisam “de mais direitos” e não de questionamentos sobre os já existentes. ”Nós precisamos preservar a renda do trabalhador”, defendeu.

Ciro Gomes disse também ver espaço para crescimento do apoio à sua candidatura nesta última semana antes da eleição do primeiro turno. “Tem 43% do eleitorado que admite mudar de voto e eu tô de olho nisso aí”, declarou, voltando a criticar institutos de pesquisa e a polarização na política. (Do 247)

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O ex-presidente Lula afirma em carta que só o voto do povo salva o Brasil do fascismo

“Desde a fundação, em 1980, o PT polarizou, sim: contra a fome, a miséria, a injustiça social, a desigualdade, o atraso, o desemprego, o latifúndio, o preconceito, a discriminação, a submissão do país às oligarquias, ao capital financeiro e aos interesses estrangeiros”, escreve o ex-presidente Lula, em carta publicada no Jornal do Brasil, em que lembra o papel dos golpistas na gênese do fascismo. “Foram eles que criaram essa ameaça à democracia e à civilização. Assumam a responsabilidade pelo que fizeram contra o povo, contra os trabalhadores, a democracia e a soberania nacional. Mas não venham pregar uma alternativa eleitoral ‘ao centro’, como se não fossem os responsáveis, em conluio com a Rede Globo, pelo despertar da barbárie”, afirma. Lula pede voto em Fernando Haddad e diz que a democracia vencerá o ódio. (Com o 247)

Leia, abaixo, a íntegra:

‘Só o voto do povo pode salvar o Brasil’

Por Luiz Inácio Lula da Silva, no Jornal do Brasil

O Brasil está muito perto de decidir, mais uma vez, pelo voto soberano do povo, entre dois projetos de país: o que promove o desenvolvimento com inclusão social e aquele em que a visão de desenvolvimento econômico é sempre para tornar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. O primeiro projeto foi aprovado pela maioria nas quatro últimas eleições presidenciais. O segundo foi imposto por um golpe parlamentar e midiático travestido de impeachment.

Esta é a verdadeira disputa nas eleições de 7 de outubro. Foi por essa razão que meu nome cresceu nas pesquisas, pois o povo compreendeu que o modelo imposto pelo golpe está errado e precisa mudar. Cassaram minha candidatura, de forma arbitrária, para impedir a livre expressão popular.

Mas é também pela existência de dois projetos em disputa que a candidatura de Fernando Haddad vem crescendo, na medida em que vai sendo identificada com nossas ideias.

Com alguma perplexidade, mas sem grande surpresa, vejo lideranças políticas e analistas da imprensa dizerem que o Brasil estaria dividido entre dois polos ideológicos. E que o país deveria buscar uma opção “de centro”, como se a opção pelo PT fosse “extremista”. Além de falsa e, em certos casos, hipócrita, é uma leitura oportunista, que visa confundir o eleitor e falsear o que está realmente em jogo.

Desde a fundação, em 1980, o PT polarizou, sim: contra a fome, a miséria, a injustiça social, a desigualdade, o atraso, o desemprego, o latifúndio, o preconceito, a discriminação, a submissão do país às oligarquias, ao capital financeiro e aos interesses estrangeiros. Foi lutando nesse campo, ao lado do povo, da democracia e dos interesses nacionais, que nos credenciamos a governar o país pelo voto; jamais pelo golpe.

O povo brasileiro não tem nenhuma dúvida sobre de que lado o PT sempre esteve, seja na oposição ou seja nos anos em que governamos o país. A sociedade não tem nenhuma dúvida quanto ao compromisso do PT com a democracia. Nascemos lutando por ela, quando a ditadura impunha a tortura, o arrocho dos salários e a perseguição aos trabalhadores. Fomos às ruas pelas diretas e fizemos a Constituinte avançar. Governamos com diálogo e participação social, num ambiente de paz.

A força eleitoral do PT está lastreada nessa trajetória de compromisso com o povo, a democracia e o Brasil; nas transformações que realizamos para superar a fome e a miséria, para oferecer oportunidades a quem nunca as teve, para provar que é possível governar para todos e não apenas para uma parcela de privilegiados, promovendo a maior ascensão social de todos os tempos, o maior crescimento econômico em décadas e a soberania do país.

Foi o povo que nos trouxe até aqui, apesar de todas as perseguições, para que se possa reverter o golpe e retomar o caminho da esperança nestas eleições. Se fecharam as portas à minha candidatura, abrimos outra com Fernando Haddad. É o povo que põe em xeque o projeto ultraliberal, e isso não estava no cálculo dos golpistas.

São eles o outro polo nestas eleições, qualquer que seja o nome de seu candidato, inclusive aquele que não ousam dizer. Já atenderam pelo nome de Aécio Neves, esse mesmo que hoje querem esconder. Tentaram um animador de auditório, um justiceiro e um aventureiro; restou-lhes um candidato sem votos. O nome deles poderá vir a ser o da serpente fascista, chocada no ninho do ódio, da violência e da mentira.

Foram eles que criaram essa ameaça à democracia e à civilização. Assumam a responsabilidade pelo que fizeram contra o povo, contra os trabalhadores, a democracia e a soberania nacional. Mas não venham pregar uma alternativa eleitoral “ao centro”, como se não fossem os responsáveis, em conluio com a Rede Globo, pelo despertar da barbárie. Escrevo este artigo para o “Jornal do Brasil” porque é um veículo que vem praticando a democracia e a pluralidade.

Quem flerta com a barbárie cultiva o extremismo. Quem luta contra ela nada tem de extremista. Tem compromisso com o povo, com o país e com a civilização. Na disputa entre civilização e barbárie, deve-se escolher um lado. Não dá pra ficar em cima do muro.

Em outubro teremos a oportunidade de resgatar a democracia outra vez, encerrando um dos períodos mais vergonhosos da história e dos mais sofridos para a nossa gente. Estou seguro de que estaremos juntos a todos os que lutaram pela conquista da democracia a duras penas e com grande sacrifício. E estaremos juntos às mulheres que não aceitam a submissão, aos negros, indígenas e a todos e todas que sofreram ao longo de séculos a discriminação e o preconceito.

Estaremos juntos, todos os que, independentemente de diferenças políticas e trajetórias distintas, têm sensibilidade social e convicções democráticas.
Será uma batalha difícil, como poucas. Mas estou certo de que a democracia será vitoriosa. De minha parte, estarei onde sempre estive: ao lado do povo, sem ilusões nem vacilações. Com amor pelo Brasil e compromisso com o povo, a paz, a democracia e a justiça social.

Ex-presidente da República e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores

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Eliane Cantanhêde, jornalista da Globo, afirma que o PT irá vencer a eleição para presidente da República em 2018

A jornalista Eliane Cantanhêde -conhecida como Tucanhêde por sua adesão incondicional do PSDB- jogou a toalha. Em sua coluna no jornal O Estado de S.Paulo, a jornalista, que é também comentarista na GloboNews, reconheceu: “Assim se constroem derrotas e vitórias, e o PT sabe construir vitórias. Não venham praguejar depois.” Ela se referia, desolada, aos desacertos nas campanhas de Bolsonaro e Alckmin.

Depois de relatar as trapalhadas na campanha do candidato da ultradireita, Cantanhêde questionou o óbvio: “A pergunta que fica é simples e angustiante: se na campanha já é assim, como seria, ou será, um governo de Jair Bolsonaro, Hamilton Mourão e Paulo Guedes?”

A seguir, chorou a crise da campanha de Alckmin: “Na campanha de Geraldo Alckmin, as declarações chocantes não são de economia, política, democracia e costumes, como na de Bolsonaro. No caso dos tucanos, são contra o próprio candidato e o próprio PSDB! Fernando Henrique, João Doria, Tasso Jereissati, Arthur Virgílio, Bruno Araujo e Cássio Cunha Lima fizeram fila para esculhambar o partido, a campanha, o candidato. Bem no meio da eleição.”

Por fim, reconheceu os acertos da campanha do PT e constatou: “Se há uma campanha em que todos batem continência ao comandante, não é a de tucanos nem a do capitão e do general, mas a do PT.”

É, segundo Tucanhêde, o como o PT está construindo sua vitória, favorecido pela incompetência político-eleitoral na direita e ultradireita. De fato, eles são bons de golpe e ruins de urna. (Com o 247)

Leia aqui a íntegra.

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